A vida seria muito mais fácil se tivessemos os heróis das histórias em quadrinhos no nosso meio. Iria ser muito mais interessante, ainda por cima para os moradores da cidade do rio de janeiro. Em meio a carros queimados, caveirões do BOPE e até tanques de guerra do exército, o homem aranha seria mais uma arma poderosa contra o crime organizado e contra os bandidos que atormentam a vida do povo carioca. Entretanto, não foi isto que aconteceu. Como um profundo conhecedor do assunto e testemunha ocular do ocorrido e lógico, porque ele me contou, passarei a dar um breve testemunho do que aconteceu quando o homem aranha foi convocado a ajudar a policia do Rio de Janeiro. Homem-aranha chegou ao Rio de Janeiro exatamente às 18:00. Resolveu vir de avião, pois no caminho não encontrou nada em que pudesse agarrar sua teia. Entretanto, como o Aranha não tem muito dinheiro, teve que ir naqueles vôos terríveis com milhares de conexões. Parker saiu de nova York e após ter passado por Fiji, Japão, Afeganistão, Portugal e Pintamonhagaba, finalmente chegou ao Rio de Janeiro. Peter Parker ficou boquiaberto ao chegar ao rio. Ficou impressionado com as praias, a alegria da cidade e principalmente com o tamanho do biquíni das morenas cariocas. Ao ver uma mulata com um fio dental, imaginou o que Mary Jane estaria fazendo em nova York sem ele. (Nota do autor: Mary Jane estava junto com Bruce Wayne nas praias do Caribe... Pobre homem-aranha).
Bom, voltando a nossa história, após andar no calçadão o nosso amigo foi direto ao quartel general do BOPE, estava ansioso por poder ajudar e finalmente conhecer um de seus ídolos: o capitão Nascimento. Homem aranha não imaginava que o carrancudo capitão Nascimento fosse daquele jeito, um homem nervoso, mas muito justo e que gostava de ajudar aos outros. O jovem herói Peter ficou muito triste ao saber da situação do povo carioca devido ao narcotráfico. Porém estava disposto ajudar. Pena que não foi isto que aconteceu. Ao chegar numa das favelas que possuem nome de gringos, disfarçado de repórter numa missão, nosso herói desorientado se meteu numa confusão das grandes. Ele havia sido convidado a participar de uma festa na laje com algumas figuras do morro, porém o que nosso amigo não sabia era que seu disfarce como repórter tinha sido uma péssima escolha (tanta coisa pra se disfarçar e o cidadão ainda escolha repórter numa favela do Rio?!). Seu sentido aranha disparava a torto e a direito, talvez fosse a quantidade de pó que rondava a festa, os fuzis ali presentes ou o perigo de pegar uma mulata e a Mary Jane descobrir... Bom, nosso herói se viu cara a cara com Zé Pequeno e companhia. Ao perceber que ele havia caído numa emboscada, e tendo gostado tanto da festa (em Nova York só se vê festa com modelos magras e com biquínis da época da dona Florinda), o aranha tenta convencer que ele poderia ajudar o pessoal do morro. Mas quando Zé Pequeno se apresenta ao Aranha, este não consegue conter a vontade enorme de rir do nome do cara e logo de cara pergunta se o nome e o temperamento do Zé Pequeno são consequência de...bom dá pra imaginar o que ele quis dizer. Zé Pequeno então começa a metralhar tudo, o Aranha sai se balançando pela teia. No mesmo momento, o Bope chega. Como os becos e as ruas são estreitas e cheias de cambiarra, o Aranha se atrapalha e derruba um monte de fios em cima do Bope e dos traficantes. Tanto o Bope como os traficantes declaram guerra. Mais tarde, ao descobrir toda a merda que o Aranha fez, o capitão Nascimento é obrigado a ter uma conversinha com nosso herói. Infelizmente, o capitão só conhece um tipo de linguagem... Enfim, nosso herói é expulso do BOPE, deixando para a polícia local um pepino maior que o Zé Pequeno...

Um comentário:
Parabéns,
O blog de vocês ficou praticamente completo e muito bem feito!
Foi um prazer trabalhar com pessoas tão dedicadas!
Sucesso em suas vidas profissionais!
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